quarta-feira, 4 de agosto de 2010

AMOR


Doce palavra que nem sempre é compreendida

Amor sofrido

Amor de mãe ama e ama sem pedir nada em troca

Amor de mulher não correspondido. Sofre, ama e ama

Amor, doce palavra sem ser entendida

Amor que no mais íntimo dói,chora ,espera

Amor, sim amor verdadeiro, ama sem ser amado.

O amor verdadeiro é de Deus derramado no nosso coração

Que sofre. Espera, confia,..............

Meu amor.


João Pessoa 03.08.2010

Autoria: Rejane Maria Arantes da Silva

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lições do Getsêmani (6): Amigos com quem contar


03 de Dezembro

E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se”.

(Mateus 26.37)

Vivemos uma vida dualista. Ao mesmo tempo que precisamos mostrar nossa fragilidade para que as pessoas saibam que somos seres humanos normais como todos os outros, é preciso também demonstrar segurança quando se trata de ser líder. De toda forma, não é para todo mundo que se deve demonstrar as fragilidade e as angustias.

A insegurança de um líder pode levar uma equipe toda a perder o controle. Apenas quando Jesus se afastou foi que ele começou a entristecer-se e a angustiar-se. Jesus não se angustiou na frente de todos os discípulos. Ele esperou sair da vista dos oito e seguiu para um lugar afastado com três dos doze.

Em meio a este mundo tão tenebroso que vivemos precisamos encontrar um lugar reservado onde podemos nos fragilizar sem sermos maus interpretados, onde podemos nos angustiar e seremos compreendidos.

Contudo, além de um espaço é preciso que cativemos amigos com quem possamos contar. Jesus não foi só, ele levou consigo três amigos.

Nesta terra algumas coisas são fundamentais, outras podemos dizer que são secundárias. Entre as minhas secundárias eu poderia citar o futebol para os brasileiros. Quantos morrem e matam por conta do futebol. Dizem que muda-se de religião, mas nunca de time. Enquanto isto a amizade, que para mim está entre as coisas primárias, para muitos não vale a pena ser preservada. Quantos morrem ou matam por uma amizade? Quantos estão dispostos a trocar de personalidade para não perder uma amizade?

Levar nossos amigos conosco requer esforço e investimento nosso. Um esforço e investimento para construir um relacionamento de confiança e fraternidade. Todavia em nossos momentos de angustias é com eles que nós iremos contar. É para eles que precisamos e podemos demonstrar nossas angustias e fragilidades.

Não espere que os amigos apareçam, leve-os consigo.

(Fonte: Meditações de Roosevelt Arantes)

03/12/2009

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Humildade: aspectos do caráter cristão

"Bem-aventurado os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus"

Mateus 5.3

O caráter cristão não é um estado momentâneo de espírito em que o cristão se encontra. O caráter cristão na verdade, nada mais é do que o próprio caráter de Cristo forjado em nossa vida, em nossa essência.

Quando pensamos em Jesus Cristo de maneira alguma o imaginamos como uma pessoa orgulhosa. Nunca o imaginamos como uma pessoa soberba, até porque nas afirmativas em que encontramos algo considerado sobre Jesus, dentre outras, vemo-lo como "desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado..." ainda que "foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca."

Podemos até imaginar, com nossa mentalidade moderna: Ele era um bobo! Ele deveria reagir! Ele não deveria deixar que fizessem isto com ele!

Talvez se estivéssemos lá nós seríamos os primeiros a gritar: REAGE JESUS, REAGE! Contudo "ele não abriu a boca."

Talvez eu diria que ser humilde de espírito seja ser tapete, ao invés de jarro. O jarro fica em destaque. O tapete é para ser pisado. Mas quem quer ser pisado? A desvantagem de ser jarro é que a probabilidade de cair e quebrar é muito grande, enquanto isto o tapete já está no chão. Dali ele não passa.

Quando Paulo foi descrever a atitude de Cristo ter se tornado homem, ele disse que primeiramente Jesus se esvaziou para se tornar homem e achado na forma de homem foi humilhou-se sendo obediente. Esta obediência de Jesus o levou até à morte, mas não foi uma morte qualquer. Ela o levou à uma morte de cruz. Tudo isto que Jesus passou foi resultado de um sentimento que ele possuía. Ele enfrentou tudo isto por conta deste sentimento e Paulo nos diz: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus"

Não consigo desvincular humildade de humilhação. Não humilhação diante dos homens, mas de uma humilhação diante de Deus.

(Fonte: Meditações Roosevelt Arantes da Silva)

sábado, 31 de julho de 2010

Sou eu filho de Abraão?


06 de Maio

“também este é filho de Abraão”

(Lucas 19.9b)

Certo dia estava, juntamente com minha mãe, em uma loja de roupas e em meio a tantos modelos de bermudas que ali se encontravam eu peguei uma e imediatamente ouvi minha mãe dizer: “como você parece com seu pai ... até o estilo de roupa que você escolhe é igual”. O detalhe desde fato é que eu só vivi com meu pai até os quatro anos, depois disso tudo que tive foram encontros esporádicos com ele. Não me lembro das roupas que ele se vestia, mas ao escolher uma bermuda algo dentro de mim comprovava que eu era seu filho.

A Zaqueu Jesus disse: “também este é filho de Abraão”. Sem sombra de dúvida Zaqueu nunca se encontrou com Abraão, afinal ambos viveram em épocas totalmente diferentes, no entanto uma atitude de Zaqueu fez com que Jesus reconhecesse a paternidade de Abraão em sua vida.

Zaqueu procurou ver o Senhor, isso não fez com que Jesus pronunciasse esta afirmação. Ele recebeu Jesus em sua casa, mas isto também não foi suficiente par Jesus o reconhecesse como filho de Abraão. No momento que Zaqueu se levanta e diz: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais”, só então Jesus afirma que também este é filho de Abraão.

A Primeira atitude que Zaqueu fez foi reconhecer quem era Jesus, não em palavras apenas, mas principalmente em atitudes. “SENHOR...”. Zaqueu deixou de ser o chefe. Deixou de ser “o maioral dos publicanos” (v.2), não para os outros, mas para si mesmo e principalmente para Deus. Abraão também possuía um status elevado ante a sociedade de sua época, todavia, assim como Zaqueu Abraão reconheceu que o Senhor era o Senhor de sua vida (Gênesis 12.8). E isso fez com que Jesus reconhecesse sua filiação.

Zaqueu reconheceu que o que ele tinha não era o mais importante ao resolver dar metade dos seus bens. Esta atitude de dividir o que tinha, não se importando mais com o valor daquilo que possuía por saber que agora o que ele tinha de mais valor era o próprio Jesus, firmava sua filiação a abraâmica, pois foi desta mesma forma que Abraão agiu com seu sobrinho. Não só dividindo o que tinha (Gênesis 13.9), como deixando a escolha do melhor lugar para Ló. Zaqueu estava disposto a dar tudo o que tinha se necessário, assim como Abraão estava disposto a entregar no monte Sinai aquilo que ele tinha por maior valor, o seu filho (Gênesis 22.1-3).

Zaqueu reconheceu seu pecado de ter usurpado dos outros ao longo da sua vida de trabalho, porém não só reconheceu, mas confessou e se pôs disposto a restituir quatro vezes mais a quem tivesse defraudado. Abraão reconheceu o erro da idolatria que deixou sua cidade, seu povo para seguir exclusivamente o Deus Vivo e verdadeiro.

Zaqueu teve fé suficiente para abandonar tudo o que era mais importante. Abraão teve tanta fé que dela foi considerado pai.

Sou eu filho de Abraão? Tenho seus traços e suas atitudes? Tenho tido a fé de Abraão a ponto de largar tudo o que nesta terra, para mim, é mais importante?

Sou eu filho de Deus...?

(Fonte: Meditações de Roosevelt Arantes)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lições do Getsêmani (5): agenda para Jesus


03 de Dezembro

“Ficai aqui e vigiai comigo”.

(Mateus 26.38b)

Jesus estava entrando em um dos momentos mais críticos de sua vida aqui na terra. Ele prestes a transparecer sua fragilidade e todo seu sofrimento. Para este momento Jesus convida três discípulos mais próximos, e para eles Jesus disse algo diferente do que disse aos outros oito discípulos. Aos três, ele não mandou sentar, ele os convidou a ficar, permanecer com Ele.

Aqueles com quem Jesus pode contar é aqueles para quem Jesus pode dizer “ficai aqui”.

Nos dias de hoje podemos considerar cada vez mais difícil alguém de nosso Ocidente está disposto a ficar, permanecer por um bom tempo com Jesus. Vivemos um corre-corre tão intenso que na verdade nosso tempo com Cristo se resume às orações feitas antes das refeições.

Jesus pode contar com aquelas pessoas que estão dispostas e disponíveis a “gastar” tempo com ele. A grande verdade é que adoração não é apenas cantar ou se reunir na igreja, adoração é ficar com Jesus, é gastar tempo com ele, é permanecer nele, por isso a frase mais usada por ele em João 15 foi permanecer. É preciso permanecer em Cristo.

Jesus nos convida a permanecer nele, a ficar com ele. Isto é relacionamento, isto é adoração. Quanto tempo você tem estado em comunhão com Cristo durante seu dia? Será que dá para incluí-lo em sua agenda diária? Jesus pode te convidar para ficar com Ele, ou sua agenda está lotada?

(Fonte: Meditações de Roosevelt Arantes)

03/12/2009