terça-feira, 29 de junho de 2010

Lições do Getsêmani (4:) Quando a aflição nos surpreende.


02 de Fevereiro


“A minha alma está triste até a morte”.

(Mateus 26.38a)

Quantos não já sentiram a dor de uma perda? Uma dor inexplicável e inconsolável? Podemos pensar que a dor que Jesus estava sentindo fosse esta, mas não foi, pois ninguém sentiu a dor que Jesus estava sentindo a ponto de suar sangue como descreveu Lucas E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra. (22.44), mais uma coisa é certa: As vezes sentimos dores que se suássemos sangue seria-nos até confortável, pois talvez expressasse com maior precisão a nossa dor.

Saber que Jesus sentiu tamanha dor nos ensina que como um Jesus 100% homem ele sentiu dores e fez o que nós devemos fazer quando assim nos sentirmos, “adiantou-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou” (Mt 26.39). Não há segredos ou receitas que possam fazer com que toda e qualquer dor de nossos corações sejam eliminadas ou até mesmo diminuídas, contudo aprendemos com Jesus que quando a dor apertar a melhor coisa a fazer é se adiantar, se prostrar e orar.

Este adiantar supõe um lugar a sós com Deus. Em outra passagem Jesus disse-nos Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto;(Mt 6.6) isto demonstra a importância de estar com Deus a sós. Precisamos estar sozinhos para percebermos a presença de Deus conosco.

Outra atitude que aprendemos com Jesus é prostrar-se. Esta atitude demonstra nossa completa fragilidade humana. Nesta atitude dizemos a Deus que só podemos esperar no consolo dele pois nada mais adiantaria.

Por último Jesus orou. Esta oração foi oração de desabafo, oração em que Jesus derramou toda sua angustia e medo. Assim como ele precisamos derramar diante de Deus nossos medos, angústias e temores.

Creio que seja impossível, como já disse, uma sequencia de passos que nos livre da dor, todavia vendo o exemplo de Jesus eu percebo que após esta oração ele se levantou, não sem dor, contudo fortalecido para enfrentar o que mais o angustiava. Assim também devemos buscar um lugar a sós com Deus, nos prostrar diante dele e orar que certamente sairemos dali fortalecidos para enfrentar os intemperes do nosso dia-a-dia.

(Fonte: Meditações de Roosevelt Arantes)

02/02/2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Lições no Getsêmani (3)

“E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se”.

(Mateus 26.37)

Vivemos uma vida dualista. Em se tratando de um líder ao mesmo tempo que precisamos mostrar nossa fragilidade para que as pessoas saibam que somos seres humanos normais como todos os outros, precisamos também demonstrar segurança. De toda forma, não é para todo mundo que se deve demonstrar as fragilidade e as angustias.

A insegurança de um líder pode levar uma equipe toda a perder o controle. Apenas quando Jesus se afastou de todo o grupo foi que ele começou a entristecer-se e a angustiar-se. Jesus não se angustiou na frente de todos os discípulos. Ele esperou sair da vista dos oito e seguiu para um lugar afastado com três dos doze.

Em meio a este mundo tão tenebroso que vivemos precisamos encontrar um lugar reservado onde podemos nos fragilizar sem sermos maus interpretados, nos angustiar e sermos compreendidos.

Contudo, além de um espaço é preciso que cativemos amigos com quem possamos contar. Jesus não foi só, ele levou consigo três amigos.

Nesta terra algumas coisas são fundamentais, outras podemos dizer que são secundárias. Entre as minhas secundárias eu poderia citar o futebol para os brasileiros. Quantos morrem e matam por conta do futebol. Dizem que muda-se de religião, mas nunca de time. Enquanto isto a amizade, que para mim está entre as coisas primárias, para muitos não vale a pena ser preservada. Quantos morrem ou matam por uma amizade? Quantos estão dispostos a trocar de personalidade para não perder uma amizade?

Levar nossos amigos conosco requer esforço e investimento nosso. Um esforço e investimento para construir um relacionamento de confiança e fraternidade. Todavia em nossos momentos de angustias é com eles que nós iremos contar. É para eles que precisamos e podemos demonstrar nossas angustias e fragilidades.

Não espere que os amigos apareçam, leve-os consigo.

(Fonte: Meditações de Roosevelt Arantes)

03/12/2009

sexta-feira, 30 de abril de 2010

MEU DESERTO


Ser formado pelo Senhor é passar pelo deserto.
No início tudo é bonito, tudo é belo.
Chega o momento que se olha pro lado, olha por outro,
nada se vê além de deserto.

A sede vem.
A fome aperta.
O calor vem.
O inimigo se manifesta.

Quando entramos no deserto nos sentimos só.
A presença, em nossa mente, mais real é do nosso inimigo.
Que perigo!
É um nó.

Queremos correr.
Queremos parar.
Queremos viver.
Só nos resta clamar.

O seminário é um deserto
Onde se vive quatro anos
O tratamento, tão duro, é certo
que significam quarenta anos

O indivíduo é provado,
a família sofre.
O caráter é forjado,
O coração empobrece.

Às vezes olhamos,
vemos um manancial.
Chegando perto percebemos,
Não passa de uma ilusão visual.

O indivíduo sofre.
Os amigos também.
A esperança morre,
mas o socorro logo vem.

No deserto não estamos sozinhos
Jesus diz: "contigo estou".
Aquele que no deserto passou
Conosco está nestes caminhos.

Vencer! No deserto á preciso.
Não temos água, nem pão,
mas se Jesus está comigo
Nem no deserto há perigo.

No deserto não temos saída
Temos um socorro
Que nos garante guarida.

A conclusão chega:
"Daqui não consigo sair"
Somente um socorro de muito grandeza,
para a um manancial verdadeiro me conduzir.

Não sei a saída,
Mas sei quem sabe.
Ele passou no deserto.
Minha salvação a Ele cabe.

Jesus! O filho de Deus,
Que no deserto passou
e a ele sobreviveu.

Se quero do deserto sair
Tenho que a ele seguir
e no final de tudo dizer:
Sobrevivi!

Roosevelt Arantes
Rio de Janeiro, 30 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

UM JOVEM RICO EU SOU


Um jovem rico eu sou,

não abro mão do que tenho.

Miserável homem eu sou,

pois a Jesus, assim, nunca venho.


A salvação desejo ter.

Os mandamentos tenho guardado.

Alguma coisa me tem faltado.

O que? Preciso saber!


O bom mestre procuro,

Desejo ter a resposta.

E penso: "ainda que me custe o mundo,

Como pessoa, abrir mão, estou disposta".


O bom mestre me fala,

Que uma coisa realmente me falta.

Aquilo que mantenho em estima alta

Me impede de chegar à celeste sala.


Decepcionado eu venho

Achando que certamente errei

Ao procurar, curioso, o grande Rei

Que não substituiu tudo o que tenho.


Errei, não estava tão disposto assim!


Roosevelt Arantes da Silva

26/04/2010

JESUS, HOJE UM ZÉ
















Uma vez que se chega ao poder,

o poder se chega ao indivíduo.

O maior dos maiores se tornou servo,

Os servos, senhor dos senhores querem ser.


Na Bíblia encontramos diversos líderes, muitos até,

apenas um, dentre eles, na verdade, é o maior de todos,

este se tornou servo para mostrar o exemplo aos tolos.

Que entre si se perguntavam "quem de nós, o maior, é?"


Não diferente deles, não em perguntas, mas em atitudes,

nos deparamos com os líderes de hoje ainda pior.

Que ao invés de ser líder, sendo o menor,

se preocupam demasiadamente sim, em seus interesses


Prefiro seguir o pobre Jesus de Nazaré.

Que talvez nos dias de hoje não passaria de um Zé,

que apenas viveu para aqueles que com fé

querem ser um nada, por Ele é quem o É.


Roosevelt Arantes

Rio de Janeiro, 23 de abril de 2010